domingo, agosto 22, 2004

Nunca levei você para Mme. Léone ler a sua palma da mão, pois na certa tive medo de que ela lesse na sua mão alguma verdade sobre mim, já que você sempre foi um espelho terrível, uma espantosa máquina de reprodução e aquilo a que chamávamos o nosso amor era talvez eu estar de pé diante de você, com uma flor amarela na mão e você com duas velas verdes, enquanto o tempo soprava contra os nossos rostos uma lenta chuva de renúncias e de despedidas e passagens de metrô.

[Julio Cortázar, O Jogo da Amarelinha, cap. 1]

5 comentários:

Marpessa disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Não sei porque ha gente que perde o seu tempo escrevendo coisas como as que se le nesta pagina.

Anônimo disse...

Nada